domingo, 17 de maio de 2009

Pontapé

Com a correria do dia-a-dia, o tempo de locomoção gasto tem que ser cada vez menor. Como não temos temos um meio de transporte eficiente, as vezes o caminho é pegar atalho. Ou você dá a volta no morro, ou atravessa a favela (...).

Perigoso é de qualquer jeito. Só que o mais perigoso não é o risco de você ser assaltado ou morto, e sim o risco de você surtar. Presenciando as coisas mais absurdas. Vamos falar do Fulano. Ele acha que ser bandido é bonito. Ficar andando com uma arma é legal. Você olha a criatura: Descalça, toda suja, fedorenta, com uma arma do tamanho dele. Só por que ele conhece o primo da tia da vizinha do amigo do conhecido da cunhada da vó da namorada do colega de um bandido, ele acha que não tem que sair da frente dos carros. A rua é dele. Ele não tem 10 centavos no bolso, mas se acha o dono do bairro.... Qual é a graça?

Não seria muito mais divertido viajar pela Europa? Fazer comprar em Paris? Andar na Muralha da China? Admirar o Taj Mahal? (...) "Áh, mas ele podia ser pobre!" Aí eu digo "Áh, mas ele podia ser direito". Muita gente vai concordar comigo de fazer compras na Europa e "blá blá blá", só que 99% não terá feito. Não significa que seja legal, mas não significa que não seja legal. É um objetivo. Como uma pessoa pode viver sem objetivos? As vezes eu me pergunto se essas pessoas tem sonhos de vida. Será que essa mesquinharia não os incomoda? Será que não há uma vez na miseravel vida deles que eles reflitam sobre o que eles realmente querem? Na verdade, será que eles pensam?

Minha raiva é incalculável. Não raiva da violência não, mas raiva de como uma pessoa pode ser tão ignorante e cega. Não fique se fazendo de vítima. Não ache que é fácil para todo mundo e difícil só para você. Eu vejo essas reportagens na tv, mostrando o 'mundo deles', e a sensação que me dá é uma agonia imensa. Vontade de dar um tapa na cara de cada um e mandar eles acordarem pra vida (antes que acordem pra morte).

Mas, esse pensamento todo começou quando eu estava passando pelo Jacarezinho, indo para o Méier. É altamente perceptível o orgulho do cara que é (ou quer ser ... ou acha que é) bandido. Anda de braços abertos, achando que é o melhorzão. Se eu não conhecesse essa raça, acharia que ele está andando sujo, descalço e fedendo por opção. Eu tenho vergonha de saber que existem seres-humanos iguais a mim, tão ignorantes e tão burros. Se algum tipo de espécie alienígena aparecesse na Terra, eu negaria que sou da mesma espécie que eles.

Esse é o meu ponto de vista, assim como eles têm os deles ( será que têm mesmo?), mas se não estiverem satisfeitos, o 'chumbinho' na farmácia é baratinho.

Se não tiver dinheiro, eu dou.

2 comentários:

  1. gostei do texto.
    vamos pra paris..

    ResponderExcluir
  2. q isso cara, foi assaltado? qnto odio uauhahuaha, maneiro o blog e o texto.
    abração

    ResponderExcluir